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ANMR participa do pré fórum de Ensino Médico da Região Norte do CFM

O presidente da ANMR, Dr. Arthur H. Danila participou do Pré Fórum de Ensino Médico da Região Norte do CFM, realizado em parceria do Conselho Federal de Medicina, Associação Brasileira de Educação Médica e Conselho Regional de Medicina do Amazonas.

O evento foi realizado nos dias 13 e 14 de agosto de 2015 na sede do Conselho Regional de Medicina do Amazonas. aaaO fórum discutiu a contextualização e adequação das escolas médicas da região Amazônica à Lei nº 12.871 de 2013, conhecida como “Lei dos Mais Médicos”, e às Diretrizes Curriculares Nacionais, e as repercussões para o Sistema Único de Saúde (SUS).

Questionou-se a forma como a lei será operacionalizada até 2018, e como a presença de um pré-requisito em Medicina de Família e Comunidade (MFC) poderá ser de difícil implementação e não responder ao empenho do governo em promover a MFC como especialidade fim, prejudicando-se assim um dos princípios da especialidade, o caráter longitudinal do cuidado aos pacientes.

O evento contou com conselheiros, professores, presidentes de entidades associativas e sindicais. Apesar de convidados para o evento, não compareceram entes da gestão pública em saúde. A mesa de consolidação das propostas a serem enviadas ao Fórum Nacional de Ensino Médico CFM/ABEM contou com a expressiva participação da ANMR, sobretudo no tocante às repercussões da Lei dos Mais Médicos na Residência Médica.

Pré Fórum Ensino Médico Região Norte CFM ABEM
Mesa de consolidação das propostas a serem enviadas ao Fórum Nacional do Ensino Médico CFM/ABEM

ANMR participa do pré fórum de Ensino Médico da Regjão Sudeste do CFM

O presidente da ANMR Dr. Arthur H. Danila e o presidente da AMERERJ Dr. Diego Puccini participaram do Pré Fórum de Ensino Médico da Região Sudeste do CFM, discutindo a lei dos mais médicos e as repercussões na residência médica, e a questão da necessidade de regulamentação e formalização da preceptoria, sobretudo no contexto da ampliação desmedida de escolas médicas no país.

O evento contou com conselheiros, professores, presidentes de entidades associativas e sindicais e também discutiu as diretrizes curriculares de medicina de 2014 e a questão da avaliação do ensino médico e a repercussão na graduação.

Entidades divulgam manifestação conjunta sobre o Decreto que muda as regras de formação de especialistas no Brasil

As entidades médicas nacionais – mobilizadas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Médica Brasileira (AMB) – divulgaram, nesta sexta-feira (7), nota com posicionamento conjunto acerca do Decreto nº 8497, da Presidência da República, que muda as regras para formação de especialistas no Brasil. No texto, os representantes da categoria classificam a medida como uma “interferência autoritária por parte do Poder Executivo na capacitação de médicos especialistas no País, caracterizando-se, mais uma vez, pela ausência de diálogo com os representantes das entidades médicas, das universidades e dos residentes”.

Para as entidades, o Decreto representará a transformação do Sistema Único de Saúde (SUS) num modelo de atenção desigual, marcado pela iniquidade ao oferecer aos seus pacientes assistência com médicos de formação precária, com consequentes riscos para valores absolutos, como a vida e a saúde.

Entre outros pontos, as entidades médicas ainda afirmam que, de forma integrada, já estão desenvolvendo todos os esforços para impedir os efeitos deletérios deste Decreto. “A sociedade brasileira deve permanecer atenta aos informes das entidades médicas, que agirão com transparência e celeridade em defesa do exercício da Medicina e contra as medidas abusivas desse Governo que comprometem a própria qualidade e eficácia dos serviços a serem oferecidos, em especial no SUS”.

Assinam o texto: Associação Médica Brasileira, Conselho Federal de Medicina, Federação Nacional dos Médicos, Federação Brasileira das Academias de Medicina, Associação Nacional dos Médicos Residentes, Associação dos Estudantes de Medicina do Brasil e Associação Brasileira das Ligas Acadêmicas de Medicina.

Leia a íntegra da nota:

ESCLARECIMENTOS À SOCIEDADE BRASILEIRA

As entidades médicas nacionais (Associação Médica Brasileira, Conselho Federal de Medicina, Federação Nacional dos Médicos, Federação Brasileira das Academias de Medicina, Associação Nacional dos Médicos Residentes, Associação dos Estudantes de Medicina do Brasil e Associação Brasileira das Ligas Acadêmicas de Medicina) vêm a público se manifestar a respeito do Decreto nº 8497, da Presidência da República, o qual, em articulação com outras medidas adotadas pelos Ministérios da Educação e da Saúde, compromete o processo de formação e cadastramento de médicos especialistas no Brasil.

Diante das normas, publicadas em 5 de agosto de 2015, a AMB, o CFM, a Fenam, a FBAM, a ANMR, a Ablam e Aemed-BR ressaltam que:

1) Estas medidas representam uma interferência autoritária por parte do Poder Executivo na capacitação de médicos especialistas no País, caracterizando-se, mais uma vez, pela ausência de diálogo com os representantes das entidades médicas, das universidades e dos residentes;
2) De forma integrada, as representações médicas já estão desenvolvendo todos os esforços para impedir os efeitos deletérios deste Decreto. Os quais determinam mudanças no aparelho formador de especialistas, com destruição do padrão ouro alcançado pela Medicina do País, após quase seis décadas de contribuições das entidades e da academia, em detrimento do nível de excelência do atendimento oferecido pelos médicos brasileiros, reconhecido internacionalmente;
3) Uma análise rigorosa dessas normas está em curso com o objetivo de identificar possíveis rumos a serem adotados na esfera judicial, com base em suas fragilidades e inconsistências;
4) Os riscos e os prejuízos gerados pela edição deste Decreto também estão sendo discutidos com parlamentares federais, sensibilizando-os para a importância de ampliar o acesso à assistência de forma adequada, oferecendo aos cidadãos profissionais devidamente qualificados e em condições de cuidar bem de todos os agravos da saúde;
5) A sociedade brasileira deve permanecer atenta aos informes das entidades médicas, que agirão com transparência e celeridade em defesa do exercício da Medicina e contra as medidas abusivas desse Governo que comprometem a própria qualidade e eficácia dos serviços a serem oferecidos, em especial no Sistema Único de Saúde (SUS).

Finalmente, as entidades médicas alertam a sociedade para os efeitos do Decreto, recentemente publicado, que representará a transformação do SUS num modelo de atenção desigual, marcado pela iniquidade ao oferecer aos seus pacientes assistência com médicos de formação precária, com consequentes riscos para valores absolutos, como a vida e a saúde.

Associação Médica Brasileira
Conselho Federal de Medicina
Federação Nacional dos Médicos
Federação Brasileira das Academias de Medicina
Associação Nacional dos Médicos Residentes
Associação dos Estudantes de Medicina do Brasil
Associação Brasileira das Ligas Acadêmicas de Medicina

ANMR participa da Assembleia Estadual de Médicos Residentes em Recife para reativação da Associação Pernambucana de Médicos Residentes

No dia 24 de julho, o presidente da Associação Nacional de Médicos Residentes (ANMR), Dr. Arthur Danila, participou da Assembleia Estadual de Médicos Residentes de Pernambuco, presidida pelo Dr. Marcus Villander, com participação expressiva de cerca de 600 médicos residentes do estado, na qual foi eleita comissão gestora que preparará os primeiros passos para reativação da Associação Pernambucana de Médicos Residentes, incluindo a eleição da nova diretoria.

Assembleia de Médicos Residentes do Estado de Pernambuco

Abaixo se encontram os membros eleitos para a comissão gestora da Associação Pernambucana de Médicos Residentes:

  • Marcus Villander B. de O. Sá, residente de clinica médica do Hospital Português
  • Mauriston Renan Martins Silva, residente de ortopedia do Hospital Getúlio Vargas
  • Everton Abreu Lopes, residente de clínica médica do Hospital Barão de Lucena
  • Lucas Cavalcante Novaes Neto, residente de cardiologia do PROCAPE
  • Thaysa Fernanda de Carvalho Rodrigues, residente de clínica médica do Hospital Universitário Osvaldo Cruz
  • Thiago Souza e Silva, residente de cirurgia do Hospital Otávio de Freitas
  • Pedro da Costa Mello Neto, residente de acupuntura do Hospital das Clínicas de Pernambuco
  • Tatiane Indrusiak Silva, residente de neurologia do Hospital da Restauração
  • David Pinheiro, residente de psiquiatria do instituto de medicina integral Professor Fernando Figueira
  • Ana Carolina de Souza Pieretti, residente de psiquiatria da Prefeitura da Cidade do Recife;
  • Éric Coelho Alves, residente de medicina de família e comunidade da Prefeitura da Cidade do Recife
  • Rodrigo de Lemos Soares Patriota, residente de clínica médica do Hospital Otávio de Freitas
  • Omar Jacobina de Figueiredo, residente de cirurgia geral do hospital Agamenon Magalhães

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Residentes do HUOC da Universidade de Pernambuco irão parar na quarta 22

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O Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc) teve boa parte das suas atividades suspensas pela Gestão Executiva daquela instituição. A Direção alega que o Hospital atravessa uma crise orçamentária, ocasionando uma falta de antibióticos essenciais para o tratamento adequado aos frequentadores, inclusive de antiquimioterápicos.
Diante do exposto, os Médicos Residentes daquela instituição se viram com a obrigação de expressar a sua insatisfação, e julgam ser inaceitável submeter os pacientes a tal tratamento, que vai de encontro ao juramento médico. Então documentaram os acontecimentos e solicitaram providências do Ministério Público, Conselho de classe, Diretoria hospitalar e Reitoria da UFPE, porém não houveram mudanças nas datas pré-estabelecidas.
Com esse cenário, decidiram por uma paralização nesta quarta feira dia 22 para reivindicar melhorias e propor soluções, com a esperança de que o serviço retorne com condições dignas de aprendizado e atendimento, pois é crítico e de grande prejuízo para a população, chegando a ser desumano trabalhar em situação como esta, “Cobramos também uma atitude do legislativo. É dever dos deputados mudar essa situação, fazem farra com o dinheiro público. Interromperam as férias de janeiro para aumentar seus salários de 20mil para 25 mil, enquanto crianças e adultos com câncer agora deixam de tomar quimioterápicos”, diz o médico Marcus Villander, da Associação dos Residentes.
A direção por sua vez diz que “Não há milagre. O Huoc precisa de outra fonte de receita além do SUS. Do contrário, fecha.” setenciou o diretor Bento Bezerra.
Isso mostra o grau de deficit da tabela do SUS, e o descaso que o governo vem tendo com a Saúde, nada mais é do que a pintura final de anos e anos de farra, má gestão e desvios do dinheiro Público, e como sempre, quem paga essa conta é a população e os trabalhadores, que assistem com tristeza, indignação e esperança esse quadro que não foi desenhado por eles, mas que são os próprios que estão presentes na pintura do caos, feita arduamente e com afinco pelas mão irresponsáveis e sujas de nossos gestores.