Arquivos da categoria: Notícias

XXX Congresso de Medicina Nuclear

**Reserve já em sua agenda de 12 a 14 de Novembro!**
**Neste ano o evento acontece em São Paulo no Hotel Caesar Business
Faria Lima.*

Tradicionalmente o Congresso da SBMN integra todos os públicos
envolvidos com a MEDICINA NUCLEAR desde o início da cadeia produtiva de
radiofármacos, aos médicos
nucleares e de outras especialidades, residentes, biomédicos,
tecnólogos, biólogos, físicos, químicos, farmacêuticos e especialistas
que tenham interesse na
aplicabilidade de radioisótopos na medicina.

Confiamos que haverá a presença de todas especialidades profissionais
que atuam em MEDICINA NUCLEAR dos diversos Estados brasileiros para
incrementar as discussões.
Além da oncologia, o foco também será a cardiologia e a neurologia.
www.sbmn.org/congresso2016/

Hotel Caesar Business Faria Lima – Rua Olimpíadas, 205 | Vila Olímpia |
São Paulo | Brasil

Convocação para Reunião da Direção Nacional

Eu, na condição de presidente da Associação Nacional de Médicos Residentes – ANMR, e de acordo com o capítulo III, do Estatuto da Associação Nacional de Médicos Residentes (em anexo), convoco para REUNIÃO DA DIREÇÃO NACIONAL, a ser realizada em 09 de agosto de 2016, na cidade de Brasília, às 19h, local a definir, TODOS OS MEMBROS DA DIRETORIA EXECUTIVA E UM REPRESENTANTE DE CADA ASSOCIAÇÃO ESTADUAL DE MÉDICO RESIDENTE, indicado pelo presidente de cada entidade.

Segue a pauta da reunião:
– Situação da residência médica no âmbito nacional;
– Atualização dos itens do termo de acordo assinado com MEC e MS em 31/12/15 como término da paralisação nacional dos médicos residentes;
– Situação das associações estaduais;
– Organização do 50º Congresso Nacional dos Médicos Residentes;
– O que mais ocorrer.

Naiara Costa Balderramas
Presidente da Associação Nacional de Médicos Residentes

Convocação reunião 09.07.2016

Paralisação dos médicos residentes devido ao não-pagamento do aumento da bolsa de residência

A Associação Nacional dos Médicos residentes reconhece como legítima a paralisação dos médicos residentes da SES-DF e REPUDIA a forma com que várias Secretarias de Estado, como a Secretaria de Saúde de São Paulo, tem tratado a residência médica, com COMPLETO DESCASO, não valorizando o médico residente, seja através de condições precárias de saúde, do não cumprimento do disponibilidade de moradia e/ou do não pagamento do reajuste de 11,9% sobre a bolsa-residência.
Contem com nosso apoio, nossa disponibilidade para intervir junto à Secretaria de Saúde, à CEREM/DF e à CNRM, e nossa assessoria jurídica, caso necessário.

abramer

OFICIO/CIRCULAR 01/2016 ABRAMER

Ilma. Senhora

Dra. Naiara Balderramas

Presidente da ANMR

 

ASSUNTO: Paralisação dos médicos residentes devido ao não-pagamento do aumento da bolsa de residência.

Informamos que, a partir das dezenove horas do dia 15 de junho de dois mil e dezesseis, conforme regulamentado em Assembleia Geral Extraordinária da ABRAMER, os médicos residentes determinaram paralisação de suas atividades educacionais, ficando 30% dos residentes para urgência e emergência.

A ABRAMER considera que o não-pagamento pelo Distrito Federal do aumento das bolsas de residência e do auxílio moradia torna ilegal a continuidade dos programas de residência médica.

Os médicos residentes deverão retornar aos programas de residência médica no próximo turno de plantão referente ao pagamento, ou seja, às 13:00h (treze horas) da tarde seguinte ao pagamento.

Sem mais, e certos de que lutamos todos pela qualificação da educação em saúde, agradecemos o apoio e compreensão.

 

Brasília, 02 de junho de 2016

assinatura

_________________________________

BRUNO BORGES BRAGA

Presidente da ABRAMER

“VITÓRIA” DA FENAM É A DERROTA DOS MÉDICOS E DA SAÚDE BRASILEIRA

Infelizmente, a atuação da FENAM (Federação Nacional dos Médicos) na plenária da CNRM (Comissão Nacional de Residência Médica), realizada ontem (quarta-feira, 27/04), mostra um total descompasso entre os interesses da entidade e o dos médicos brasileiros. E, mais uma vez, nenhuma preocupação com os impactos negativos que seus pleitos irão gerar para a saúde da população brasileira.
A decisão de continuar atrasando a instrução normativa da CNRM sobre a CME (Comissão Mista de Especialidades) é um desrespeito a toda luta da área da saúde, travada em conjunto com o congresso nacional, contra o Decreto 8497/15 da Presidência da República, que na prática banalizava o sistema de formação de especialistas no Brasil.
É de crucial importância esclarecer que durante as tratativas das entidades médicas signatárias da presente nota, unidas na desconstrução do decreto inicial (8497/15), a participação da FENAM inexistiu. A entidade, por total desinteresse no assunto, não participou de nenhuma das reuniões do movimento contra o Decreto, que contou com o envolvimento de parlamentares, AMB (Associação Médica Brasileira) e suas Federadas, Sociedades de Especialidade, CFM (Conselho Federal de Medicina Conselhos Regionais de Medicina e da ANMR (Associação Nacional de Médicos Residentes).
A bem da verdade participou de uma única reunião, quando o grupo de trabalho já havia negociado a substituição do primeiro decreto por um novo, com redação clara, específica e com ganhos importantes para a garantia e segurança do atual e consagrado modelo de formação de médicos especialistas, por meio da CME, que conta com a participação da CNRM, CFM e AMB. Naquele momento, a FENAM somente preocupou-se em tentar incluir no decreto a obrigatoriedade do imposto sindical.
O Decreto 8516/15 foi um avanço para a regulamentação do médico especialista e para a saúde do Brasil. Por que retroceder? Querem esvaziar estas conquistas e voltar ao famigerado Decreto inicial, derrubado pelas entidades médicas e sociedade civil, com apoio dos parlamentares? Lamentamos a posição da FENAM.
Também vale esclarecer que a AMB e CFM se retiraram da CNRM quando os propósitos daquela comissão foram antidemocraticamente subvertidos. Por força do Governo Federal, a CNRM deixou de ter um caráter técnico voltado para formação de especialistas de qualidade e passou apenas ser usada para “homologar” decisões programáticas do governo. Caso emblemático e que desencadeou a decisão foi o do Provab. À época, inclusive, a própria FENAM, que agora critica a ausência da AMB e CFM, também se retirou. Hoje, está de volta à comissão, embora nada tenha mudado na condução das principais decisões.
Convidamos a FENAM a atuar em prol de uma formação médica de qualidade, enaltecendo sempre a residência médica, o título de especialista, e as conquistas da medicina brasileira.

image1

 

Reunião da Comissão de Integração do Médico Jovem do CFM

A ANMR participou nesta terça (19) da reunião da Comissão de Integração do Médico Jovem do CFM,  para organização do Forum Nacional do Médico Jovem, pré-agendado 10 e 11 de agosto deste ano em
Brasília, que contará com temas como o exame de avaliação dos egressos das faculdades de medicina, os rumos da residência médica, saúde mental do médico jovem e ética na prática médica.

Residência Médica no Cenário Atual

A ANMR (Associação Nacional dos Médicos Residentes) e a AMB (Associação Médica Brasileira) reuniram-se na tarde desta segunda-feira (4/4) na sede da AMB, em São Paulo, para discutir os principais desafios da política de residência médica no cenário atual.

Entre outros temas, foram debatidos: Projetos de lei de interesse da ANMR que tramitam no Congresso Nacional;  Atraso no pagamento do reajuste da bolsa; Má qualidade dos programas credenciados, que levam à ociosidade no sistema.

Segundo Naiara Costa Balderramas, presidente da ANMR, “A reunião foi muito produtiva e é importante atualizarmos alguns temas como a AMB. Precisamos de força e apoio para poder enfrentar situações como a da semana passada, quando fomos pegos de surpresa com o pagamento da bolsa de forma diferente do que havia sido acordado. É necessário estar em constante vigília e com condições de reagir sempre que necessário. E o apoio da AMB neste sentido, tem sido fundamental”.

Para José Bonamigo, diretor da AMB, a relação entre as duas entidades tende a ser cada vez mais dinâmica: “Os interesses são praticamente os mesmos. E o papel que os residentes ocupam dentro do sistema de saúde brasileiro vem se tornando cada vez mais crítico para o funcionamento da engrenagem. Porém, como a residência é um período em que ainda atuam como alunos, os residentes são sempre mais vulneráveis a certos tipos de pressões. E pelo mesmo motivo, muitas vezes, seus pleitos não são atendidos da melhor forma. Por isso, o alinhamento entre as duas entidades é importante para a saúde como um todo”.

Também estiveram presentes pela AMB o Dr. Nívio Moreira, diretor de Relações Internacionais, Paula Jereissati, Gerente Executiva, e Carlos Michaelis, coordenador Jurídico.

NOTA DA ANMR SOBRE AVANÇOS DAS NEGOCIAÇÕES APÓS SUSPENSÃO DA PARALISAÇÃO NACIONAL DOS MÉDICOS RESIDENTES

No dia 18 de fevereiro de 2016, a ANMR realizou reunião com a Secretaria de Ensino Superior do Ministério da Educação (SESu/MEC). A pauta principal foram as atualizações a respeito dos termos do acordo firmado entre ANMR e SESu/MEC em 31 de dezembro de 2016 e que levou a suspensão da paralisação nacional dos médicos residentes.

 

Desta forma, a ANMR informa todos os médicos residentes do Brasil sobre os avanços nas negociações:

 

(i) O Grupo de Trabalho para proposição de nova composição da Comissão Nacional de Residência Médica – CNRM foi constituído durante a reunião plenária da CNRM em 18/02/2016. Conforme acordado, este grupo conta com paridade entre representantes do governo e dos médicos residentes. O prazo final para a apresentação da proposta é 18/08/2016;

 

(ii) Serão avaliados até 31/12/2016, um ano após celebração do acordo, todos os programas de residência médica que estejam com credenciamento vencido e que tenham médicos residentes em atividade, independente do programa solicitar ou não recredenciamento. Para tal avaliação, serão convidados representantes das Sociedades de Especialidades e das Associações de Médicos Residentes;

 

(iii) As instituições que ofertem vagas de Residência Médica deverão encaminhar à CNRM até 18/05/2016, três meses após o acordo, informações a respeito de sua saúde financeira e o impacto desta situação no desenvolvimento das atividades didáticas e assistenciais. A CNRM deverá apresenta análise dos dados até 18/08/2016;

 

(iv) O Grupo de Trabalho para proposição de diretrizes nacionais da preceptoria médica foi constituído durante a reunião plenária da CNRM em 18/02/2016. Conforme acordado, este grupo conta com paridade entre representantes do governo e dos médicos residentes. O prazo final para a apresentação da proposta é 18/08/2016;

 

(v) O Grupo de Trabalho para proposição de regulamentação acerca do oferecimento de moradia para os médicos residentes foi constituído durante a reunião plenária da CNRM em 18/02/2016. Conforme acordado, este grupo conta com paridade entre representantes do governo e dos médicos residentes. O prazo final para a apresentação da proposta é 18/08/2016;

 

(vi) Constituída nova agenda com o Ministério da Previdência Social e com o Ministério do Planejamento, sobre alteração no marco legal que estabelece período de carência de 12 meses para que médicas (os) residentes possam usufruir de auxilio maternidade e paternidade, bem como sobre o pagamento de Seguro de Acidente de Trabalho (SAT);

 

(vii) Casos de abusos por parte das Comissões Locais de Residência Médica – COREMEs em relação à propostas de reposição do tempo paralisados deverão ser encaminhados à ANMR e CNRM para investigação;

 

(viii) O reajuste de 11,91% na bolsa de Residência Médica deverá incidir sobre o pagamento a ser realizado em Abril/2016, portanto, relativo à carga horária realizada Março/2016. O valor bruto será de R$ 3.330,43 (três mil, trezentos e trinta reais e quarenta e três centavos) conforme descrito na Portaria Interministerial nº 3 de 16 de março de 2016, publicada no Diário Oficial da União de 17 de março de 2016. Casos em que o reajuste não seja ofertado deverão ser imediatamente comunicados a ANMR e CNRM para averiguação;

 

Frisamos que esses avanços foram possíveis única e exclusivamente pela ação corajosa de médicos residentes em todo o país que decidiram em 2015 lutar pela melhoria da Residência Médica e da saúde pública.

 

Seguiremos juntos pela Residência Médica de qualidade!

 

São Paulo, 17 de março de 2016.

 

Associação Nacional dos Médicos Residentes

NOTA SOBRE TERMO DE ACORDO FIRMADO ENTRE ANMR, MEC e MS EM 30/12/2015

A Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR) firmou em 30/12/2015 termo de acordo com MEC e MS, representados nas pessoas de Jesualdo Pereira Farias (Presidente da Comissão Nacional de Residência Médica e Secretário de Educação Superior – MEC) e Felipe Proenço de Oliveira (Secretaria de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde – MS), referente às pautas do Movimento Nacional pela Valorização da Residência Médica, quanto segue:

TERMO DE ACORDO

Dispõe sobre acordo entre MEC, MS e a ANMR.

Cláusula Primeira – Este termo de acordo dispõe sobre o processo de negociação entre a presidência da Comissão Nacional de Residência Médica e a Associação Nacional de Médicos Residentes, contando com a participação do Ministério da Educação, do Ministério da Saúde e da Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR) para sua celebração.

Cláusula Segunda – Será instituída na CNRM um grupo de trabalho que estudará a possibilidade de mudanças no Decreto 7.562/2011 (incluindo a Câmara Recursal) e a reorganização do trabalho das Comissões Estaduais de Residência Médica (CEREMs). O grupo apresentará proposta para o Plenário da Comissão, no prazo máximo de 06 (seis) meses de atividades, e terá paridade entre representação de instâncias governamentais e de médicos residentes.

Cláusula Terceira – Serão avaliados no período de um ano todos os programas de residência médica que estejam com credenciamento vencido e que tenham médicos residentes em atividade, independente do programa solicitar ou não recredenciamento.

Cláusula Quarta – Será oportunizado que especialista em cada área, assim como as Associações Estaduais de Médicos Residentes, possam acompanhar as visitas de credenciamento, recredenciamento e supervisão de programas. No caso das representações dos médicos residentes, caberá às mesmas a viabilização da logística para participação nas visitas.

Cláusula Quinta – Serão oficiadas as instituições que ofertam programas de residência médica e solicitado informações à Comissão de Finanças (COFIN) do Conselho Nacional de Saúde sobre a situação orçamentária das instituições que ofertam residência médica no país. O prazo para o fornecimento das informações à CNRM será de 90 (noventa) dias, contados a partir da data do recebimento do ofício pelas instituições. Após esta consulta serão disponibilizadas para análise as informações, e no prazo de até 90 (noventa) dias estas serão apresentadas no plenário da CNRM.

Cláusula Sexta – Será instituído, no âmbito da CNRM, grupo de trabalho para que em até 06(seis) meses se elabore resolução específica que garanta Diretrizes Operacionais para Preceptoria, estabelecendo definição da função, garantias que precisam ser dadas pelas instituições para sua viabilização e orientações para política de valorização.

Cláusula Sétima – Será oportunizado à ANMR acompanhar agenda no âmbito da Mesa Nacional de Negociação do Sistema Único de Saúde-SUS, sobre o tema de preceptoria.

Cláusula Oitava – Será dado continuidade às discussões iniciadas com o Ministério da Previdência Social e com o Ministério do Planejamento, sobre alteração no marco legal que estabelece período de carência de 12 meses para que médicas (os) residentes possam usufruir de auxilio maternidade e paternidade, bem como sobre o pagamento de Seguro de Acidente de Trabalho (SAT).

Cláusula Nona – Será regulamentado, através de resolução da CNRM, que ao final do prazo de 02 (dois) anos, todas as instituições de saúde que propõem programas de residência possam ofertar moradia aos médicos residentes em cumprimento ao inciso III,§ 5º, Art. 4º da Lei 6.932.1981.

Cláusula Décima – Será proporcionado aumento no valor da bolsa para os médicos residentes de 11,9 %, a partir de março de 2016, cobrindo a inflação de 2014 (6,4%) e incluindo percentual de aumento oferecido aos servidores públicos federais para o ano de 2016 (5,5%).

Cláusula Décima Primeira – Será implementada a partir do mês de janeiro de 2016 uma mesa permanente de diálogo entre a SESu e a ANMR, com periodicidade mensal, para tratar de assuntos diversos relacionados à Residência Médica, inclusive eventuais reposições no valor de bolsas posteriores ao previsto neste acordo.

Cláusula Décima Segunda – Considerando a pequena duração em que ocorreu a paralisação dos médicos residentes, a presidência da CNRM autoriza que as Comissões de Residência Médica locais (COREMEs) conduzam cada uma o seu processo de negociação com os médicos residentes sobre reposição de conteúdos teóricos e/ou práticos, adotando critérios de razoabilidade para se oportunizar que os projetos de reposição possam ser implementados até o dia 29 de fevereiro de 2016, que se busque o respeito ao limite de até 60 horas semanais de atividades e que se preservem os períodos de recessos previstos, salvo situações que não estejam em observância ao marco legislativo nacional específico voltado à Residência Médica, no caso a Lei 6.932/1981.

 

A ANMR reforça que há plena legitimidade do movimento paredista, amparado nas prerrogativas constitucionais e legais vigentes, como já atestado nos Ofícios CFM nº 5816/2015 e nº 8056/2015 – PRESI e Ofício ANMR nº. 329/2015, e ainda se coloca conforme ao Art. 49 do Novo Código de Ética Médica “[É vedado ao médico] Assumir condutas contrárias a movimentos legítimos da categoria médica com a finalidade de obter vantagens”, ficando hipotecado nosso total esforço para que sejam denunciados aos respectivos Conselhos Regionais de Medicina os eventuais autores de casos de constrangimentos, penalizações ou coerções aos médicos residentes por terem participado do movimento nacional proposto por esta entidade e que a expedição de parecer do Juiz Federal Substituto da 3ª Vara/SJDF em exercício na 22ª Vara/SJDF sobre o Mandado de Segurança impetrado contra a Coordenação Geral de Residências em Saúde (CGRS), na pessoa da Sra. Sônia Regina Pereira, sobre o Ofício Circular nº 28/2015-CGRS/DDES/SESu/MEC publicado em 08/12/2015, no qual indica que “o ofício é uma comunicação, sem força vinculante (…) e ademais o movimento conta com apoio de lei vigente em território nacional”, o que em nosso entendimento (smj), garanta a comprovação da ineficiência do comunicado expedido pela CGRS.

Por fim, ressalta-se que interrupção temporária da paralisação nacional dos médicos residentes a partir de 22/12/2015, e o termo supracitado, está condicionada à garantia de que a reposição dos conteúdos não atrase o fim dos programas de residência médica, a saber, em 29/2/2016, e ao avanço certo e expresso das tratativas promovidas pelo Movimento Nacional pela Valorização da Residência Médica.

Brasília, 30 de dezembro de 2015.

Associação Nacional dos Médicos Residentes – Gestão 2015

CARTA DE APOIO À PARALISAÇÃO DOS MÉDICOS RESIDENTES DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

A Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR), órgão de representação brasileiro dos médicos residentes, legalmente constituído, vem por meio desta carta manifestar incondicional apoio aos colegas e médicos residentes do Rio de Janeiro quanto à deliberação em assembleia estadual do dia 22 de dezembro de 2015 pela manutenção da paralisação nacional dos médicos residentes, no âmbito desta unidade federativa. A ANMR entende a gravidade da saúde pública no estado do Rio de Janeiro e louva a decisão de paralisação na luta contra a precarização da saúde.

O médico residente é um profissional em formação e por isso necessita de condições adequadas que promovam o melhor aproveitamento de seus estudos e permitam que o mesmo possa desenvolver suas atividades de forma mais próxima do ideal.

A bolsa de Residência Médica é fonte de renda essencial a esses médicos, seu constante atraso no repasse compromete a locomoção, moradia, alimentação, dentre outras necessidades básicas desses profissionais, levando a prejuízos imensuráveis na qualidade de seu aprendizado e, desta forma, ao atendimento à população.

O Movimento Nacional pela Valorização da Residência Médica promovido pela ANMR é amplo e, apesar de abrangência nacional, precisa de capilaridade para viabilizar que os avanços nacionais se somem às vitórias locais. Ainda, é necessário entender que a luta pela Saúde Pública e pela Residência Médica de qualidade não será vencida em um único ato, é um processo contínuo que envolve vários atores de múltiplos cenários em todas as regiões do país.

O avanço das negociações do Movimento Nacional pela Valorização de Residência Médica culminou com a interrupção temporária da paralisação nacional, mas em nenhum momento inviabiliza que as representações estaduais, conduzidas pela expressa e legítima vontade e voto dos médicos residentes locais, deliberem pela manutenção da paralisação para lutar por pautas regionais.

Reforçamos que o movimento do Rio de Janeiro é legítimo, tem respaldo ético-legal e está plenamente amparado pelo Movimento Nacional pela Valorização da Residência Médica. Dessa maneira, autores de eventuais constrangimentos aos residentes por participarem da mobilização são passiveis de denúncia ao Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro por infringir o código de ética que nos rege.

Todos nós somos independentes e, dentro do nosso livre arbítrio, decidimos lutar por uma residência médica de qualidade e um SUS digno para a população.

Juntos por uma Residência Médica de qualidade com atendimento digno a população.

São Paulo, 23 de dezembro de 2015.

Arthur Hirschfeld Danila
Presidente da Associação Nacional dos Médicos Residentes – Gestão 2015

NOTA DA ANMR SOBRE A INTERRUPÇÃO TEMPORÁRIA DA PARALISAÇÃO NACIONAL DOS MÉDICOS RESIDENTES

CONSIDERANDO a entrega do ofício ANMR nº 276/2015, datado de 03/12/2015, que informa o início de paralisação por tempo indeterminado no dia 08 de dezembro de 2015 com objetivo de avançar nos pontos pautados pelo Movimento Nacional pela Valorização da Residência Médica;

CONSIDERANDO que somente com a paralisação nacional dos médicos residentes foi possível alcançar esse nível de assertividade das negociações, conquistas nos âmbitos municipal, estadual e federal, e a sensibilização concreta dos diversos parlamentares e da população brasileira diariamente atendida no Sistema Único de Saúde, da importância e legitimidade das pautas do Movimento Nacional pela Valorização da Residência Médica;

CONSIDERANDO a legitimidade do movimento paredista, amparado nas prerrogativas constitucionais e legais vigentes, como já atestado nos Ofícios CFM nº 5816/2015 e nº 8056/2015 – PRESI e Ofício ANMR nº. 329/2015, e ainda se coloca conforme ao Art. 49 do Novo Código de Ética Médica “[É vedado ao médico] Assumir condutas contrárias a movimentos legítimos da categoria médica com a finalidade de obter vantagens”, e do esforço para que sejam denunciados aos respectivos Conselhos Regionais de Medicina os eventuais autores de casos de constrangimentos, penalizações ou coerções aos médicos residentes por terem participado do movimento nacional proposto por esta entidade;

CONSIDERANDO a expedição de parecer do Juiz Federal Substituto da 3ª Vara/SJDF em exercício na 22ª Vara/SJDF sobre o Mandado de Segurança impetrado contra a Coordenação Geral de Residências em Saúde (CGRS), na pessoa da Sra. Sônia Regina Pereira, sobre o Ofício Circular nº 28/2015-CGRS/DDES/SESu/MEC publicado em 08/12/2015, indicando que “o ofício é uma comunicação, sem força vinculante (…) e ademais o movimento conta com apoio de lei vigente em território nacional”, o que em nosso entendimento (smj), fica comprovada a ineficiência do comunicado expedido pela CGRS;

CONSIDERANDO que durante todo o tempo de paralisação nacional dos médicos residentes, houve ampla e explícita disposição por parte da ANMR em manter aberto o canal de negociações;

CONSIDERANDO a postura de não recebimento em reuniões pela Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação (MEC) após a entrega do ofício ANMR nº 276/2015 e início da paralisação;

CONSIDERANDO o compromisso da garantia de reabertura imediata da mesa de negociações com avanços positivos pelo Secretário de Educação Superior do MEC, Sr. Jesualdo Pereira Farias e das partes interessadas, após a interrupção da paralisação nacional dos médicos residentes;

A Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR), órgão de representação brasileiro dos médicos residentes, legalmente constituído, vem por meio deste ofício comunicar que realizou hoje reunião com o Secretário de Educação Superior do MEC, Jesualdo Pereira Farias, e a Secretário de Educação Superior substituta, Dulce Maria Tristão, na qual foram conquistados avanços extremamente importantes para o Movimento Nacional pela Valorização da Residência Médica, a saber:

1. Discussão de maneira deliberativa de mudanças no decreto presidencial nº 7.562/2011 com a possibilidade real de extinção da Câmara Recursal da Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) e a reorganização do trabalho das Comissões Estaduais de Residência Médica (CEREMs), com disposição de estrutura para seu funcionamento, em grupo de trabalho com presença paritária entre representantes indicados pela ANMR e pelo governo, com prazo máximo de conclusão em 6 meses, evitando portanto que decisões aconteçam à revelia dos componentes não ligados ao governo federal, como a ANMR;

2. Definição de um plano nacional de avaliação dos programas de residência médica, com calendário já definido, contando com a presença de especialistas da área dos programas e médicos residentes indicados pela ANMR, sendo que os programas com credenciamento vencido, independente da solicitação ou não de recredenciamento, serão avaliados no prazo máximo de 1 ano;

3. Determinação de prazo de 3 meses para o governo federal oficiar todos os serviços que ofertem programas de residência médica no país e solicitar informações à Comissão de Finanças (COFIN) do Conselho Nacional de Saúde sobre a situação orçamentária destes serviços, com prazo de outros 3 meses para análise final pela plenária da CNRM das informações que serão disponibilizadas;

4. Elaboração no prazo máximo de 6 meses, no âmbito da CNRM, de grupo de trabalho para produzir resolução específica que garanta Diretrizes Operacionais para Preceptoria, estabelecendo a definição da função e as mínimas condições para garantia da qualificação (com promoção de educação continuada), reconhecimento pela instituição de ensino em saúde, valorização do trabalho educacional/científico e remuneração adequada;

5. Estabelecimento de alteração no marco legal para atender as questões previdenciárias dos médicos residentes, com calendário de reuniões com os Ministérios da Previdência Social e do Planejamento, garantindo-se o início do pagamento do Seguro de Acidente de Trabalho (SAT) e fim das carências para auxílio maternidade e paternidade a médicos residentes;

6. Regulamentação, através de resolução da CNRM, de que, ao final do prazo de 2 anos, todas as instituições de saúde que propõem programas de residência possam ofertar moradia aos médicos residentes, conforme a Lei nº 6.932/1981;

7. Reajuste da bolsa de residência em 11,9%, a partir de março de 2016, cobrindo a inflação de 2014 (6,4%) com percentual de aumento de mais 5,5%, conforme valor oferecido aos servidores públicos federais, e com comprometimento para discussão de maiores reajustes posteriores como pauta contínua para que seja restabelecido o valor real da bolsa do médico residente, com reuniões já programadas em janeiro de 2016 para discussão de nova cifra;

8. Compromisso com o Secretário de Educação Superior do MEC para observar favoravelmente a jurisprudência da reposição dos conteúdos da última paralisação nacional dos médicos residentes, ocorrida em 2010, de acordo com o Ofício Circular nº 25/2010 CNRM/CGRS/DHR/SESu/MEC que versa sobre o tempo paralisado, evitando a judicialização do tema e de forma que a reposição destes conteúdos não atrase o fim dos programas de residência médica;

9. Definição de novo calendário mensal e perene de reuniões com o Secretário de Educação Superior do MEC e outras instâncias governamentais para avanços nas demais pautas, as quais já caminharam durante as tentativas de negociação por pressão da ANMR e como retrato da força que o Movimento Nacional pela Valorização da Residência Médica ganhou pela união dos residentes de todo país e dos parlamentares na Câmara dos Deputados, onde agora contamos com grande e suprapartidária rede de apoio após visibilidade obtida.

Sendo assim, a ANMR delibera, em âmbito nacional, pela interrupção temporária da paralisação nacional dos médicos residentes a partir de 22/12/2015, condicionada à garantia que a reposição dos conteúdos não atrase o fim dos programas de residência médica e ao avanço certo e expresso das tratativas promovidas pelo Movimento Nacional pela Valorização da Residência Médica.

Ressaltamos que a interrupção da paralisação nacional dos médicos residentes acontecerá a partir da data de 22/12/2015, mas, em função do eventual não cumprimento rigoroso do avanço das negociações pela Secretaria de Educação Superior do MEC para sequência das conquistas referentes ao Movimento Nacional pela Valorização da Residência Médica, a ANMR se reserva no direito de retomar o Movimento com medidas enérgicas que visem efetivar os avanços necessários para a residência médica no país.

Além das já citadas reivindicações, somam-se por todo o país pautas estaduais e locais relacionadas em sua maioria às condições precárias de assistência e ensino em que se encontram os hospitais e unidades básicas de saúde em toda a nação, estando as associações estaduais e locais empoderadas a deliberarem sobre a manutenção de seus movimentos nesses âmbitos, contando com total apoio pela ANMR em suas prerrogativas.

Conseguir do Ministério da Educação posição favorável a novas negociações e avanço das pautas representa um vitória hercúlea de todos os médicos residentes. Em todo o país a despeito de coerções, ameças e pressões o Movimento se mostrou forte, com passeatas nas ruas e envolvimento ativo da população, que não somente apoiou as pautas reivindicadas, mas também contribuiu com assinaturas coletadas, entendendo a paralisação como uma maneira efetiva de mobilizar atenção dos governos federal, estaduais e municipais para o caos na saúde e educação em nosso país.

Desta forma, entendemos que a vitória é de todos, mas que a luta por um Sistema de Saúde de fato universal e pela Residência Médica de qualidade está muito longe de um fim. Precisamos nos manter unidos e articulados para avaliar as novas ações do Governo cobrar que os compromissos firmados sejam de fato cumpridos com brevidade e de maneira efetiva.

Ao longo dos meses de junho a dezembro, a ANMR se orgulha de ter contribuído com a missão nobre de perpetuar um movimento nacional em prol de causas justas. Continuaremos trabalhando de maneira ativa, juntos e em contato direto com as entidades estaduais e residentes de todo o país, para que sejam mantidos os laços ora reforçados de maneira democrática, crítica e isenta para que obtenhamos, por fim, conquistas perenes e não-imediatistas para o futuro da formação médica do nosso país.

Brasília, 22 de dezembro de 2015.

Cordialmente,

Arthur Hirschfeld Danila
Presidente da Associação Nacional dos Médicos Residentes – Gestão 2015

PUBLICADA RESPOSTA AO MANDADO DE SEGURANÇA IMPETRADO PELA ANMR

Após impetrar Mandado de Segurança (MS) contra a Coordenação Geral de Residências em Saúde (CGRS), na pessoa da Sra. Sônia Regina Pereira, a Associação Nacional dos Médicos Residentes recebe parecer do Juiz Federal Substituto da 3ª Vara/SJDF em exercício na 22ª Vara/SJDF indicando:

“o ofício é uma comunicação, sem força vinculante, sendo possível que seja contestada mais tarde e determinada por autoridade competente (…), não impede a adesão à greve (pelos médicos residentes) (…) e ademais o movimento conta com apoio de lei vigente em território nacional”.

Em nosso entendimento (smj), fica comprovada a ineficiência do comunicado expedido pela CNRM, sendo casos omissos passíveis de defesa a posteriori e perpetuando-se nosso movimento em prol de causas justas e que, cada vez mais próximas do sucesso, garantirão maior qualidade ao SUS e à formação médica, beneficiando de maneira direta a população brasileira.

Brasília, 20 de dezembro de 2015.

Associação Nacional dos Médicos Residentes – Gestão 2015

Nota sobre o Mandato Judicial

NOTA DA ANMR SOBRE REUNIÕES EM BRASÍLIA EM 16/12/2015

Em 16/12/2015, em Brasília, a ANMR apresentou formalmente o Movimento Nacional de Valorização da Residência Médica na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados do Brasil, comissão essa equivalente ao Ministério da Educação dentro do poder legislativo, gerando forte apoio entre os deputados comprometidos com a pauta da Educação no país.

Houve nova reunião da ANMR com a Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação (MEC), com a participação do seu Secretário Executivo Jesualdo Farias, moderada pelo Presidente da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados Deputado Saraiva Felipe (que foi Ministro da Saúde à época da última paralisação dos médicos residentes). Nessa reunião, o MEC se colocou favorável à negociar e afirmou que até a próxima segunda (21/12/2015) responderá as propostas das nossas reivindicações de 2/12/2015.

A ANMR também participou da Sessão Plenária da Câmara dos Deputados que debateu o assunto microcefalia com a presença do Excelentíssimo Ministro da Saúde, Dr. Marcelo Castro, que por intermédio do Deputado Luiz Henrique Mandetta e Deputado Hiran Gonçalves, após a sessão recebeu a ANMR pela primeira vez para discutir o movimento dos médicos residentes.

 

Às 19h participamos de uma audiência com o Ministro da Saúde, de maneira mais reservada por intermédio da Deputada Jandira Feghali, para tratar sobre a situação da saúde no Rio de Janeiro. Participaram da reunião membros do CFM, CREMERJ, Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro e FENAM. A ANMR novamente expôs o movimento dos residentes, conseguindo nova reunião com o Ministro da Saúde amanhã as 09h para buscar maior interlocução com o MEC, no intuito de avançar a negociação do movimento nacional dos residentes, com possibilidade de agenda direta com o Ministro da Educação. É importante frisar que, nessa reunião, o Exmo. Ministro da Saúde se mostrou bem favorável a nossa causa.

 

Lembramos a todos que nosso movimento é independente, suprapartidário, e por meio de articulações políticas em diversas instâncias, estamos lutando diariamente por um SUS digno para a população e por uma residência médica de qualidade.

 

Seguiremos em frente, sempre juntos!

 

São Paulo, 16 de dezembro de 2015.

Associação Nacional dos Médicos Residentes – ANMR – Gestão 2015